Mova-se
7 de abril de 2022
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O Metaverso e a Mobilidade Urbana

Ainda precisaremos nos deslocar como antigamente? Por Flavislei Costa, integrante do Mova-se Fórum de Mobilidade O assunto Metaverso ficou em…

Ainda precisaremos nos deslocar como antigamente?

Por Flavislei Costa, integrante do Mova-se Fórum de Mobilidade

O assunto Metaverso ficou em evidência após Mark Zuckerberg anunciar sua estratégia para o Facebook. Porém, como esse novo momento da tecnologia irá impactar em nosso dia a dia? O quanto serão impactados os deslocamentos nas cidades? Ainda precisaremos continuar nos deslocando do ponto A ao ponto B rotineiramente?

A pandemia da Covid acelerou a digitalização de vários processos, quantas pessoas nunca haviam utilizado Internet banking e começaram utilizar, impulsionados por restrições e por recebimentos de benefícios públicos? Observamos o grande crescimento do ensino on-line e do home office.  A WRI Brasil demonstra como as pessoas passaram a não precisar se deslocar durante esse período:

Com a flexibilização das medidas restritivas grande parte já retornaram aos antigos hábitos, porém muitos se adaptaram à nova realidade e permaneceram realizando suas atividades principais remotamente. A organização de auditoria e consultoria Grant Thornton, entrevistou 5 mil empresários em 32 países, apresentou um resultado que somente 7% das empresas brasileiras descartam totalmente a possibilidade de continuar em home office, as demais consideram de alguma forma utilizar o trabalho remoto em suas atividades, mesmo que parcialmente.

Sobre o ensino a distância, uma pesquisa realizada pelo INEP apresentou que essa modalidade entre 2009 e 2019 teve um incremento de 378% de novas matrículas, ou seja, já estava em aceleração antes da pandemia.

Considerando que os principais motivos de deslocamento nas cidades são por razões de trabalho e estudos, podemos considerar que os deslocamentos não irão retornar em sua totalidade e podemos ter uma tendência de redução.

Mas e o Metaverso, o que podemos pensar sobre o tema?

Recentemente, quando o Facebook anunciou que irá se tornar uma empresa “Metaverso” em no máximo 5 anos, o assunto ficou em foco, mas ainda existe muita dúvida sobre o tema. “Acreditamos que o Metaverso será o sucessor da internet”, disse Mark Zuckerberg, cofundador da empresa.

O termo não é algo tão novo assim, surgiu na década de 80 no livro “Snow Crash” e representa a possibilidade de estar em uma espécie de realidade paralela onde você pode ter uma experiência de imersão em um ambiente tecnológico, muito explorado nos ambientes de jogos virtuais.

Com o avanço da tecnologia, será possível ter uma redução do preço dos equipamentos de realidade imersiva e com isso gerar mais adesão, que pode sair dos jogos e ir para ambientes de compras, estudos, trabalhos e outros.

O Facebook realizou seu primeiro teste envolvendo o Metaverso em um aplicativo de reuniões em realidade aumentada.

Qual o impacto na mobilidade urbana?

                Acredito que o impacto é uma tendência que já estamos vivenciando mesmo antes da pandemia, que é a redução dos principais motivos de deslocamentos, o que a tecnologia poderá fazer é acelerar essa tendência e proporcionar ainda mais condições para essa tendência continuar se concretizando. Observando a evolução de uma nova tecnologia, conseguimos perceber seu impacto ao longo do tempo e o tamanho da transformação que são capazes de realizar, cada vez mais em menor tempo.

                As próximas gerações que surgem não imaginam como era a vida, assim como é muito difícil imaginar uma residência sem energia elétrica, ou mais recente imaginar uma empresa sem acesso à internet, logo também toda empresa terá parte de seus processos ou todos seus processos utilizando de inteligência artificial. As pessoas irão mudar ainda mais sua forma de consumir produtos e serviços, cada vez mais conectada e poderá se tornar cada vez mais imersiva em um ambiente virtual.

Flavislei Costa – integrante do Mova-se Fórum de Mobilidade

É especialista em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral, experiência com liderança de projetos de Inovação, Design de Serviços e Inteligência de Negócios, para desenvolvimento de soluções que agregam valor para o cliente e competitividade para o negócio. Responsável pelo processo de Design do Serviço CityBus2.0., primeiro serviço de transporte público por aplicativo da América Latina, conseguiu mais de 100 mil clientes cadastrados em um ano e meio, e mais de 500 mil viagens realizadas.



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