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3 de dezembro de 2021
Mobilidade

Pesquisa norteará mobilidade

PLANO Goianiense poderá informar como se desloca pela capital, informação que baseará políticas públicas A Prefeitura exigirá a informação de…

Transporte Urbano

PLANO Goianiense poderá informar como se desloca pela capital, informação que baseará políticas públicas

A Prefeitura exigirá a informação de origem e destino dos funcionários para novas empresas que solicitarem o alvará de funcionamento em Goiânia. A proposta deve constar do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMobGyn), que deve ser enviado à Câmara Municipal no primeiro semestre do ano que vem. O objetivo é complementar os dados colhidos na pesquisa “Por onde você anda?”, lançada nesta quinta-feira (2) para mapear os deslocamentos dentro da capital. As informações colhidas basearão o PlanMobGyn.

De acordo com o superintendente de Mobilidade da Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM), Marcos Villas-Boas, a inclusão dos dados de origem e destino na emissão de alvarás auxiliará na definição dos investimentos em melhoria de mobilidade no entorno das empresas. “Todo requerente ao alvará de funcionamento de um novo negócio terá o direito de informar a origem e destino de seus funcionários, parceiros, fornecedores e compradores etc”, diz. Apesar de ser uma exigência, essas informações, segundo Villas-Boas, acaba sendo um direito por direcionar um benefício à região onde as atividades econômicas estão instaladas.

Antes, porém, de chegar às empresas, a pesquisa sobre a locomoção dentro de Goiânia será 100% on-line. O cidadão já pode participar por meio do site da Prefeitura (www.goiania.go. gov. br) ou pelo aplicativo Prefeitura 24 horas – o mesmo utilizado para agendamento de vacinas contra a Covid-19 e outros serviços públicos. A expectativa é que sejam ouvidas pelo menos 120 mil pessoas.

É o primeiro levantamento do tipo na capital. Em 2018, foi feita pesquisa de origem e destino, mas focada no transporte público e de forma presencial. A opção pelo meio digital deve-se à pandemia da Covid-19. O entendimento da SMM é de que não haverá prejuízos na apuração das informações, pois o uso de smartphones estaria suficientemente disseminado, mesmo na população mais periférica.

Viadutos

Secretário de Mobilidade de Goiânia, Horácio Mello diz que a pesquisa “Por onde você anda?” norteará a política na capital. “Na construção de um viaduto, por exemplo, deve-se levantar se há demanda para inclusão de uma passagem para pedestres ou para ciclistas”, afirma. “Não podemos pensar só no transporte individual, mas também não podemos travar a cidade”, diz.

O levantamento tem quatro itens principais, que são subdivididos: quem é o cidadão (com idade, local de residência etc), como ele se locomove (meios de transporte, principais destinos), para onde ele vai (com localização e tempo de deslocamento) e o impacto da pandemia da Covid-19 nos hábitos de deslocamento. “Tem gente que não sai mais, tem gente que usava ônibus e agora usa bicicleta”, lembra Villas-Boas, superintendente de Mobilidade da SMM.

Os dados coletados serão analisados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), que é parceira do projeto, junto de várias outras entidades, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-GO). De acordo com Villas-Boas, esses resultados indicarão o tipo de cidade que Goiânia será nos próximos anos. “Queremos uma cidade para o carro? As calçadas acessíveis terão regras?”, questiona. A pesquisa “Por onde você anda?” buscará estas respostas.

Especialistas comentam proposta de reformulação do transporte

Especialistas ligados ao Mova-se Fórum de Mobilidade divulgaram, na tarde desta quinta-feira (2), uma nota em que elogiam parte da proposta de reformulação do transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia, cujo texto, enviado pelo governo estadual, tramita na Assembleia Legislativa. Porém, alguns pontos também mereceram críticas.

Para o coordenador do fórum, Miguel Ângelo Pricinote, mestre em transportes pela Universidade de Brasília (Unb), o projeto acerta ao retirar a influência política na Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Isso, de acordo com Pricinote, “faz com que o sistema de transporte passe a ter as responsabilidades bem divididas de acordo com a participação de cada membro”.

Outra questão apontada pelo especialista é a adequação da legislação com Lei Nacional da Mobilidade, que separa a tarifa paga pelo passageiro e o custeio e investimentos do setor.

Ainda na nota, Orlando Lemos, designer estratégico com foco em pessoas, diz que o projeto de lei é uma surpresa positiva. Ele afirma que, quando há a separação entre a tarifa e a tarifa paga pelo usuário do serviço, é possível “fazer novos investimentos”. “O benefício se espera por meio de uma mobilidade mais humanizada, igualitária e mais inteligente”, afirma, no texto.

Por outro lado, o economista e doutor em transportes Adriano Paranaiba critica o texto enviado à Assembleia. Para Paranaiba, o projeto parece ter sido “feito às pressas”. Ele diz que não houve audiências públicas para que as discussões fossem mais aprofundadas. Ficou a impressão que o projeto tenta tapar o buraco do fim do auxílio emergencial para as empresas”, afirma.

Paranaiba ressalta que não foi indicada uma fonte para o subsídio da tarifa, como proposto no projeto de lei. E critica o foco na definição da Agência Goiana de Regulação (AGR) como responsável pela implementação da tarifa técnica. “No entanto, a principal preocupação deveria ser com a prestação de um bom serviço para o público que utiliza ônibus”, afirma, na nota. O PL tramita na Assembleia Legislativa de Goiás.

Fonte: Opopular



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