Mova-se
4 de fevereiro de 2022
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Um avanço na regulação do transporte na Região Metropolitana de Goiânia

Nova Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo será constituída na semana que vem. O Mova-se Fórum de Mobilidade alerta para a…

Nova Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo será constituída na semana que vem. O Mova-se Fórum de Mobilidade alerta para a responsabilidade dos novos membros da CDTC na melhoria da prestação do serviço

Nos quase de 13 anos de prestação dos serviços da Rede Metropolitana do Transporte Coletivo de Goiânia uma pergunta era feita, mas sem respostas: Quem é o responsável pelo transporte público na Região Metropolitana de Goiânia?

Tal situação decorria do fato da CDTC, a Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo, ente responsável pela definição das políticas de transportes, ser extremamente político (composto por prefeitos, deputados e vereadores) e que, no lugar de buscar a melhoria da qualidade do serviço fazia políticas eleitorais.

Outro fator crítico do modelo institucional antigo, era que os entes federativos (Estado de Goiás e Municípios) nunca assumiram responsabilidades diante à Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), fato que, na prática, implica em um descompromisso com os serviços de transporte coletivo ofertados à população, tornando órfãos os usuários, que em regra não contavam com nenhum tipo de apoio. Portanto, a solução foi a de tornar efetiva a participação do Estado de Goiás, dos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo como acionistas da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), confirmando a natureza e abrangência metropolitana do Sistema, propiciando também sua governança metropolitana.

O transporte coletivo, como é percebido hoje pela sociedade, é insatisfatório em todos os níveis e tende a perder ainda mais usuários se nada for feito. É a maneira mais lenta de se deslocar pela cidade, consumindo tempo precioso da vida do usuário e, para completar, o submete a um esforço físico enorme nos embarques e integrações.

O transporte coletivo está posicionado perante a sociedade como SERVIÇO PÚBLICO. Como tal, permeado de percepção negativa.

Então a Nova CDTC não é um fim, mas o principal passo para transformação do transporte público na RMG. E somente com um órgão deliberativo, despolitizado, atuante e mais próximo dos problemas da sociedade e dos usuários podemos ter perspectivas positivas.

O Mova-se Fórum de Mobilidade espera que os novos membros da CDTC possam ter em mente o qual importante é a função que eles assumiram no dia de hoje e que possam ser iluminados nesta nova e histórica jornada que é a Reestruturação e transformação do transporte na Região Metropolitana de Goiânia.

Miguel Angelo Pricinote é geógrafo pela UFG, mestre em Transportes pela UNB. Foi diretor de Transporte da RedeMob e autor dos livros: “Confiabilidade da Rede de Transporte Público Urbano” e “2020: O ano que o problema do transporte público foi desnudado pela Covid-19: Uma história que não podemos esquecer”.



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