Mova-se
26 de janeiro de 2022
Mobilidade

Subsídio do transporte coletivo começa em fevereiro

Governo de Goiás e municípios da região metropolitana de Goiânia vão pagar R$2,47 por cada passagem de ônibus. O Mova-se…

Governo de Goiás e municípios da região metropolitana de Goiânia vão pagar R$2,47 por cada passagem de ônibus. O Mova-se Fórum de Mobilidade alerta para a necessidade de transparência nos gastos públicos

O usuário do transporte coletivo de Goiânia e região metropolitana não terá o valor da passagem reajustado em 2022 e continuará pagando R$ 4,30 pelo bilhete. Mas o valor a ser recebido pelas operadoras será de R$ 7,02. A diferença de R$ 2,72 – entre o valor pago pelo usuário e os R$ 7,02 da tarifa técnica – será subsidiado pelo estado de Goiás e pelas prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo. O sistema de subsídios já começa a valer em fevereiro.

O Mova-se Fórum de Mobilidade acredita que a mudança da forma de custeio do serviço irá proporcionar a realização de políticas públicas voltadas ao transporte coletivo. Atualmente todos os custos com gratuidades, manutenção de terminais, custeio do Órgão Gestor são pagos pelo passageiro via tarifa. Portanto com às mudanças na governança da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo, RMTC, fica atribuído que o estado de Goiás e a capital goiana terão participação de 41,2% cada, Aparecida terá participação de 9,4% e Senador Canedo de 8,2%.

Miguel Ângelo Pricinote, especialista em mobilidade do Mova-se esclarece que também fica redefinida a política tarifária da RMTC. “Dessa forma deve ser possível oferecer diferentes produtos tarifários que sejam atrativos à demanda de passageiros e o transporte público coletivo na Região Metropolitana de Goiânia passará a ser o principal modelo de organização de serviços metropolitanos (não somente de transporte) no qual os agentes públicos criam ações em conjuntos para buscar o melhor serviço para população sem envolver as questões por menores como as eleições”, explica Miguel .

Outro ponto importante em relação aos subsídios público é a transparência das informações. Nesse sentido o poder público está se organizando para que o órgão de estado – AGR (Agência Goiânia de Regulamentação) passe a ser a responsável para apurar o valor da tarifa de custeio do serviço e a CDTC (Câmera Deliberativa do Transporte Coletivo) seria o responsável para determinar a política tarifária, ou seja, quanto cada tipo de passageiro pagará para utilizar o transporte público, como por exemplo a gratuidade para estudantes, desconto em finais de semana, integração com outros veículos de acordo com o tempo.

Apesar de apoiar a adoção do modelo de subsídio ao transporte público na região metropolitana de Goiânia, o Mova-se alerta para a necessidade de aplicação da lei aprovada no final de 2021 na qual também garante a transparência em relação aos valores e acredita que, com a reestruturação, a RMG pode desatar importantes nós do sistema como a falta de investimentos na qualidade do serviço prestado.

Miguel Angelo Pricinote é geógrafo pela UFG, mestre em Transportes pela UNB. Foi diretor de Transporte da RedeMob e autor dos livros: “Confiabilidade da Rede de Transporte Público Urbano” e “2020: O ano que o problema do transporte público foi desnudado pela Covid-19: Uma história que não podemos esquecer”.



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